"Às vezes parece que foi ontem.
Formando-se no colégio, dizendo adeus.
Aquela sensação que você tem aos 17 ou 18 anos, que ninguém no mundo esteve tão próximo...
Amou tão ferozmente...
Riu com tanta vontade...
Ou importou-se tanto assim.
Às vezes parece que foi ontem.
E às vezes... parecem as lembranças de outra pessoa."
|One Tree Hill|
E daqui 2 dias eu estarei formada.
Como a vida é engraçada às vezes né? A minha trajetória é pequena, comparada à tantos sábios que encontramos por aí, mas se fosse para dar nome a ela, daria "Aprendizagem".
Aprendi que a vida é um caminho que percorremos passo a passo diariamente. Algumas vezes encontramos obstáculos difíceis e choramos achando que não vamos conseguir superar, mas nada é impossível.
Todos os obstáculos podem ser quebrados e, no final do caminho, o sol estará brilhando e sorrindo para nós, nos mostrando que a recompensa será bem maior.
Não coloquei o ensino médio no passado mas sei que quando fizer isso será doer, porque de uma maneira ou de outra eu agora sou adulta e sou responsável por algo além de minhas notas.
O futuro dá medo porque eu sei que o mundo pode ser ameaçador. Mas, eu sei também que às vezes quando as coisas estão muito desesperadores posso virar para o lado para encontrar os meus amigos, pois se eles continuarem ao meu lado então tudo ficará bem.
|Na playlist tem: In my life, dos The Beatles|
domingo, 11 de março de 2012
Aprendizagem
Escrito:
Laís Pâmela
às
10:37:00
Tags:
adolescência.,
amigos,
baseados em fatos reais,
dedilhados,
despedidas,
futuro,
One Tree Hill,
The Beatles
12
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sobre músculos e inteligência.
Porque beleza não é
tudo. Eu já sabia disso, claro. Mas, tive a comprovação no dia que Babi me
chamou pra ir à balada. Detesto lugares fechados, é muita gente pra pouco
espaço quadrado. Mas, ou era ir dançar em cima de um salto 15 ou é ficar em
casa tentando escrever uma matéria sobre “Gravatas: como combinar?”. Depois me arrependi, obviamente!
Não gosto de baladas
por um simples motivo: muito cara sem noção e meninas de 20 anos achando que a
vida se resume a sexo. Detesto aqueles carinhas idiotas que passam por você e
fazem: “Huuuum, delícia, qual o nome da
princesa?” Nossa, isso ultrapassa todos os limites do meu ódio, e quando
vem acompanhado de uma cantada ridícula? “Huuum,
gatinha. A noite é uma criança! Vem cá e deixa eu ser o seu brinquedo.”
Fico na dúvida entre vomitar, sair correndo ou me fingir de surda. Sério, eu abomino esse tipo de atitude. Odeio
cantada e tentar me pagar uma bebida não cola. O que com certeza me conquista
são palavras. Palavras bonitas, devo lembrar!
Estou escrevendo isso
pra entender, por que sou tão viciada em palavras? Tudo bem, você pode não
achar normal preferir ficar lendo na biblioteca da escola enquanto suas amigas
brincam de casinha. E também achar estranho ter como primeira paixão-ultra-secreta
Kurt Cobain, apesar de ele ter morrido quando eu ainda era criança. Entenda, eu
tenho uma profunda curiosidade por quem escreve o que pensa. É atraente quem
sabe escrever.
Sei que concorda
comigo, garotos que sabem escrever ou conhecem aquele seu poema preferido tem
um charme diferente. Se eles tratam com carinho as palavras, imagine o carinho
que ele te dará? É indescritível a sensação quando um garoto lhe escreve e você
pensa: “Deus, existe alguém que pensa exatamente como eu.” E você não se sente
mais tão bizarra. Ah... Moço que sabe escrever venha me conquistar que sou toda
sua.
É uma pena que o sexo
masculino não enxerga isso não é? Em geral, os homens ainda acham que ter um
corpo bonito, ser gostosa e ser apresentável aos amigos é tudo. MAS NÃO É! Inteligência é afrodisíaco!
Dominar as palavras é um charme.
No dia que eu
encontrar alguém que se sensibilize com o que eu escrevo, mais do que com minha
bunda, eu me caso. Desde que a proposta seja feita em forma de poema e que ele aceite
passar os domingos escutando a discografia do Nirvana. Ah, e não quero
musculoso ok? Não que eu seja preconceituosa, mas tenho pra mim que quando mais
músculo o carinha tiver menos inteligente ele é.
Escrito:
Laís Pâmela
às
17:23:00
Tags:
auto conhecimento,
baseados em fatos reais,
contos,
mulher,
palavras de conselho
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Pra seguir em frente!
No
meio da Avenida Paulista nos encontramos. Ele pegou de leve na minha mão e me
cumprimentou. Como amiga. Estranho não é? Você dorme com uma pessoa e depois de
alguns anos você imagina ela dormindo com outra. Falei da minha vida, ele falou
da dele. Está de casamento marcado, com ela. Aquela que ele me trocou. Claro
que eu não tenho remorso nenhum, tudo aconteceu como deveria ser. Ele estranhou
eu estar solteira e até sentiu uma pontada de culpa. Não quero parecer egoísta,
mas eu gostei. Não, eu não sou vingativa. Mas tenta entender, ele está se
casando com ela, a garota popular do ensino médio. E eu, estou com quase 30
anos, voltando da Europa solteira. Não entendeu? SOL-TEI-RA. Quem aos quase 30
não tem ninguém?
Não
que eu não tenha encontrado ninguém durante todos esses anos que eu me separei
dele. Encontrei, obviamente. Foram tantos: Loiros, morenos, altos, baixos. Só que
nenhum deles me satisfez como o primeiro. Tudo bem, eu só tinha 17 anos, mas não dá pra
esquecer o carinha que você teve a primeira vez. Foi no banco de trás de um
carro, eu sei, mas ficamos juntos até eu inventar de ir estudar 6 meses em Londres.
Eu pensei que ele entenderia, seriam somente 6 meses fazendo um curso de
inglês. Não me arrependo de ter ido, foi o melhor que eu fiz: lutar pelos meus
sonhos. Só que esperei mais dele. Ou talvez esperei que ele me esperasse. Eu
sei que você está pensando: “Quem espera
por alguém que está do outro lado do oceano, por 6 meses?” Eu, pelo menos,
esperaria. Na verdade, eu até esperei, levando em conta que voltei achando que
ainda seria dele. Pelo visto, só foi eu entrar no avião que ele logo encontrou
uma companhia. E que companhia hein, se contar que vão se casar logo, né?. Ele
me jurou que só ficou com ela depois que terminou comigo. Mas não sei se foi
quando ele terminou comigo por e-mail ou por telefone. Ou foi quando eu voltei
achando que seria dele, mas fui recebida com uma oficialização do nosso término?
Talvez
eu esteja com ciúmes. Mas é pouco. Talvez seja porque ele seguiu em frente, e
eu malditamente não consigo tirar da cabeça tudo que passamos juntos. O sexo no
banco de trás do carro, a despedida no aeroporto, as flores no aniversário de
18 anos, a comemoração de quando passamos no vestibular: ele pra engenharia, eu
pra medicina. E tudo mais que pensamos que seria pra sempre.
E
na verdade eu nem queria que fosse pra sempre. Eu queria que fosse. Por um
pouco mais de tempo, mas que fosse, e fosse sincero. Tudo bem ele falar que
foi sincero, mas no fundo eu não acredito.
Eu
tinha medo de reencontrá-lo e descobrir que ele ficava bem sem mim. E ele fica,
oras! Senão estaria de casamento marcado?
Dois
beijinhos no rosto. Troca de e-mail. Pensei até que ele fosse me convidar pra
ir ao seu casamento. Não seria nada mal não é? Estou louca pra ir à uma festa
mesmo, há tempos não tomo uns drinks e brinco de ser gostosa. Ok, ok, seria horrível
sim, porque eu choraria durante a cerimônia e ficaria morrendo de inveja da
noiva. Porque eu deveria estar vestida de noiva, tentando construir uma família,
e não ser uma solteirona de 30 anos que chega em casa e toma um bom vinho na
companhia de John Lennon, tentando tapar os buracos que ele deixou.
Era
pra eu seguir em frente. E segui, virei à esquina e corri, pois tinha aula de pilates
às 17h.
Escrito:
Laís Pâmela
às
00:41:00
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amor,
contos,
dedilhados,
fora da realidade,
Marla de Queiroz,
romance.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
Só amor não basta!
" (...) de qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma,
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais).
Antes só do que muito acompanhado.
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse.
Renunciar não quer dizer que não ame.
Abrir mão não quer dizer que não queira.
O tempo ensina, mas não cura."
,
Não me crucifique. Guarde sua opinião, não quero saber dela.
Eu fui porque tive medo de não conseguir escapar da dolorosa realidade de ter outro relacionamento fracassado.
Sou a "queen of failer relationships".
Querido, não é falta de amor.
Amor tem, sempre teve.
O problema é que só o amor já não é mais suficiente pra mim.
Para ler ao som de: Kate Voegele - Angel.
Escrito:
Laís Pâmela
às
17:22:00
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amor,
dedilhados,
despedidas,
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egoísmo,
Martha Medeiros
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ele era um anjo, e anjos não pertencem à Terra.
(...) tem horas que eu me perco sem você aqui, aí eu me lembro:
"Tá tão longe de mim."
E aí meu coração grita:
"Mas tá aqui dentro"
|Caio Fernando Abreu|
(...) mas acho que agora já devo saber o suficiente sobre as perdas
para perceber que nunca deixamos de sentir a falta das pessoas...
apenas aprendemos a conviver com o enorme buraco deixado pela ausência daqueles que perdemos.
Para sempre (Os Imortais # 1), de Alyson Noel.
Editora Intrínseca, 295 páginas, 200
Escrito:
Laís Pâmela
às
12:03:00
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