(Grey's Anatomy, episódio 22, 5º temporada)
Comecei a escrever esse post sem rascunho, sem saber nem o que gostaria de dizer. Com que palavras gostaria de começar. Talvez eu devesse ser clara: 18 anos! Agora sou oficialmente adulta. E eu que sempre tive horror à aniversários, que tinha medo dessa idade, amanheci com uma boa expectativa de vida. Responsabilidades eu só tinha para acordar e ir ao colégio, chegar nos horários corretos, ser sincera com o mundo, e principalmente acreditar e ser sincera comigo mesmo. Hoje eu tenho outras responsabilidades, das quais eu desconheço. Não gosto muito do desconhecido, mas tenho que admitir que ESSE desconhecido está me encantando. Não sei o que esperar do futuro. Meus planos continuam o mesmo de quando eu tinha 17 anos: medicina, inglês, Londres, escrita, felicidade e um amor que ame até meus dedinhos do pé enrugados. A unica diferença é que tenho 18 anos e que acordei com um sol radiante dentro de mim. Parece que toda aquela tempestade que ontem ainda se fazia presente e que às vezes me atacava fortemente, hoje não mais está aqui, porque acordei iluminada pelo sol. Talvez, é claro, amanhã ela venha me tomar de novo e o sol talvez se esconda entre as nuvens, mas hoje é meu dia, o único dia do ano em que vou ser feliz sem me preocupar com ninguém, o único dia em que vou ser deliberadamente egoísta e não vou me importar com nada além da minha felicidade. Fui ser feliz e volto pra irradiar vocês com minha felicidade!
"(...) de repente já estou no fim dos 17 anos e não tenho nada do que as pessoas costumar ter nessa idade. Tenho planos, claro (todo mundo tem). Mas, objetivamente estou aqui sem nada à minha frente. O momento futuro é uma incógnita absoluta. Eu não posso pensar "não, daqui a um ano vou pro campo ou eu caso ou me formo ou vou à Europa". Eu não sei. Fico esperando que pinte uma coisa, naturalmente. E essa falta de ação me esmaga um pouco."
(Caio Fernando Abreu, adaptado)