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quarta-feira, 21 de março de 2012

Sobre a imperfeição que é o amor.


" (...) mas acontece tipo assim: lembro do seu rosto, do seu abraço, do seu cheiro, do seu olhar, do seu beijo e começo a sorrir, é assim mesmo, automático, como se tivesse uma parte do meu cérebro que me fizesse por um instante a pessoa mais feliz do mundo, mas que só você, de algum modo, fosse capaz de ativar. Eu sei, é lindo. Mas logo em... seguida, quando penso em quão longe você está sinto-me despedaçar por inteira. Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura."
|Caio Fernando Abreu|


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- Estou indo.
- Tudo bem - eu disse meio seca, meio paralisada - Eu também estou indo.
- Boa sorte. Até qualquer dia!
       E nesse momento ele largou a minha mão. Tive vontade de dizer que iria sentir falta dele como sinto falta do pedaço de bolo de chocolate que minha mãe fazia quando eu era criança. Queria ter a coragem de pedir desculpas por não ter dado meu coração pra ele, mas que agora eu o recompensaria, que daria minha alma, meu coração, meu respirar, o pulsar de minhas veias para ter uma segunda chance com ele. Daria qualquer coisa, pagaria qualquer preço para ter de novo uma tarde de sábado com ele ouvindo "Nirvana". Queria ter lutado para tê-lo de novo apesar de ter mandado ele embora no meu ato de irracionalidade. Queria ter o abraçado pela última vez, o beijado pela última vez. 
      Meu coração bateu tão forte quando o vi caminhando em direção ao avião, que pensei que iria ter um ataque cardiáco, queria correr com toda a minha força e dizer a ele que não posso mais viver sem o sotaque arrastado dele sussurrando em meus ouvidos. Precisava lembrá-lo da vez que a gente dormiu abraçadinho e ele me disse que não me deixaria nunca, que ele prometeu que ia me proteger de todos os fantasmas do passado que insistir em tirar meu sono. 
      Não podia deixar ele ir embora. Mas eu deveria deixar. Ele só estava me dando aquilo que eu queria. Todas as fantasias de uma garota e a idéia de como era o amor perfeito. Mas, eu tive que me lembrar no momento em que o avião decolou: "tal perfeição não existe." O amor é para pessoas verdadeiras que abrem a mente e o coração. E talvez tenha sido esse meu problema, eu abri só a mente e esqueci de abrir meu coração. O amor é para aqueles que percebem que um relacionamento verdadeiro não é uma fantasia. 
        Só consegui sussurrar "Desculpas" por entre lágrimas quando percebi que o avião já tinha sumido no céu. E sei que ele escutou.



Eu te desapontei? 
Ou deixei um gosto ruim em sua boca?
Você age como quem nunca teve um amor,
E quer que eu continue sem nenhum.
|One - U2|

sábado, 14 de janeiro de 2012

Overdose dele


(...) dentro de mim existe alguma coisa
que espera a sua volta, de repente.
 | Caio F. Abreu |





Às vezes sou tão dele que esqueço de ser minha. 
Outras vezes esqueço que ele foi embora e roubou meu "happy end".
Será que ele tem ideia de como é difícil continuar lutando todos os dias sem ele aqui?
Que a vida é uma droga sem ele?
O meu mundo era tão mais fácil sem ele aqui.
Os sentimentos ficavam organizado, como naquelas gavetas de arquivo sabe? Tudo direitinho, em ordem alfabética. Eu fazia parte dele, já sabia todas as suas regiões, onde cada sentimento estava e onde eu não deveria ir porque era a área de risco. Antes dele, eu fazia parte de um mundo planejado, organizado e perfeito.
E quando ele foi embora eu jurei que encontraria de novo aquele mundo. Mas, tentativas em vão.
Não posso mais fazer parte de um mundo onde ele não esteja.



Na playlist toca: Lana Del Rey - Video Game. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Me fez inteira.




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Me encontrou em pedaços pelas calçadas de Ipanema, cantarolando Buarque: "mesmo em sonho estive atento, para poder lembrar-te sempre". Estava sentada no calçadão, olhando algo que nem me lembro o que é, talvez não fosse nada, porque eu estava ali, mas minha mente estava em um lugar obscuro. Sentou ao meu lado, e fez o mesmo que eu: olhou algo que não sei o que era. Ficamos assim, ao lado um do outro por um tempo que não sei mensurar, mas estávamos confortáveis. Depois, ele pegou em minha mão, e me levou para casa, e de pouquinho em pouquinho juntou meus caquinhos, tentando me fazer de novo inteira. Teve todo cuidado do mundo: primeiro conheceu todos os pedaços, depois montou e por último passou a cola. Fez um bom trabalho, desconfio que agora eu esteja melhor que antes, porque possuo detalhes dele em cada pedacinho meu. O moço de olhos negros não vai me deixar encher de poeira na estante, não quer me deixar de lado. Todas as noites irá contar seus sonhos, para que possamos sonhar juntos. Vai me levar pela milésima vez para passear no jardim botânico, me fará escutar seus blues e dançar seus samba-rock embalados no sábado a noite. E eu até aceito ser babá do seu irmão quando seus pais viajarem, tudo para ficar pertinho dele. Posso até não ser a oficial, mas sendo dele já me basta. Não quero que ele deixe de me cuidar, de me ninar, não quero ser mimada por outro que não ele. Não quero ser quebrada de novo, porque as chances de achar alguém como ele para me juntar, me colar, me conhecer pedacinho por pedacinho e me amar são (quase) nulas. Não vou deixar ele se perder. Porque ele se importa comigo, porque ele dá o final feliz para minha história cheia de dramas mexicanos, e não é o contos de fadas que eu sonhava ser, é muito melhor. Porque ele me mostrou que o amor nasce nos lugares mais improváveis, porque ele não é o meu grande amor, ele é o amor certo. 




Eu fui feito para acreditar que eu nunca amaria ninguém.
Fiz um plano: continuar sendo o homem que ama apenas a si mesmo.
Solitária foi a canção que eu cantei, 
Até o dia que você apareceu mostrando-me um melhor caminho
E tudo o que meu amor pode trazer.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Acreditar.





A: Acredita em amor à primeira vista?
B: Eu acredito no amor que sinto por você.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Falando de amor.

O laço que me une a você às vezes é impossível de explicar. Ele me conecta à você de uma forma surreal, me teletransportando para sua presença. É aquele laço, que mesmo que a gente tente interromper ele insiste em aparecer, desafiando a distância, a razão, o espaço, o tempo e a vida, pois de alguma, esse laço tem que existir para nos manter juntos, não importando qual seja a circunstância. É amor, e amor deve permanecer junto, forte, ligado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É incrível.

Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. - [Caio Fernando Abreu]
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Quando estamos perto de quem amamos toda a atmosfera do ambiente muda.

terça-feira, 21 de junho de 2011

365 dias.

Obrigada pelos 365 dias muito bem vividos aqui.
Passa-se a conhecer uma coisa feita com muito amor ao ler todas as linhas que escrevo. É amor, é vida, é essencial. São 365 dias que eu penso em escrever com amor e para o amor, que eu descubro novos amigos, mesmo que sendo virtuais, que eu vejo que existe tanta alma perdida por aí que nem eu. Hoje eu digo com toda certeza, eu escrevo para salvar minha própria vida e não deixar meu coração morrer afogado em tantos sentimentos, a escrita me salva diariamente. Obrigada aos 205 seguidores por me acompanharem com tanto amor. Obrigada à Leidi, Pâmela e Lucas Moura, porque nosso quarteto ainda está vivo dentro de mim. Obrigada coração por ter tanto sentimento bom querendo ser explorado. Obrigada por 1 ano de conhecimento!
-
Publicar um texto é um jeito educado de dizer "me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu". - Tati B.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Desejo incessante.

O que se faz quando se gosta de uma pessoa que não te dá o mínimo de atenção? Aquela que não se importa com seus sentimentos? Aquela que foge de você? É, isso mesmo, você continua gostando. É incrível como o nosso coração deseja somente o que não é bom para você. O desejo incessante de desejar essa pessoa percorre por suas veias. A vontade de ver se torna mais forte, como uma carnificina dentro de você. O desejo arrepia sua pele, os sonhos começam a se tornar freqüentemente eróticos, pois a vontade de entrelaçar-se com seu corpo com o dele é possante. Sua vontade de aquece-se com o calor murmúrio de seu corpo frio. Tomar para si os beijos frios para esquentar sua boca. Sentir sua mão acariciando sua pele com vivacidade. Acariciar sim, seu corpo. Acariciar com veemência até que sua pela branca como neve, fique vermelha, de um vermelho paixão, de um vermelho fogo. De fogo, o fogo que toma conta de si e te deixa loucamente enfurecida e te faz agarrar pernas dela, e beijar-te, até seu corpo pedir: deixai-me respirar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

É mágico,

(...)
quando estamos juntos e aquele silêncio gostoso perdura, sinto como se uma sinfonia harmônica tivesse soando suavemente nos meus ouvidos e cada centímetro do meu corpo se arrepia, como se você tivesse me possuindo por inteira. Ainda me surpreende sua capacidade de me tomar de mim.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Seu sorriso.

Ele não imagina que sou capaz de qualquer coisa para ver o seu sorriso estampado no rosto clareando o meu dia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quem ama liberta?

NÃO!
Isto é a pior coisa que alguém poderia ser capaz de escrever na história dos amores (perdidos ou não).
Quem ama não liberta, corre atrás até o último segundo de vida. Porque no amor não existe espaço para a frase: "é tarde demais".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Em teoria...

Tenho uma teoria: as mulheres, às vezes, são realmente burras. (Ou se fazem!)
É verdade. Imagine, você tem alguém que te machuca muito, que faz seu coração doer a cada batida, mas quando pensamos em abandoná-la ou esquecê-lá parece que sofremos muito mais. Desse jeito meu coração ficará mais confuso do que o natural, mais surrado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Diferente.

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- Você é diferente dos outros.
- Como sou diferente?
- Eu gostei de você, e isso já é um bom "diferente".

domingo, 3 de abril de 2011

Mudar, completo, alma.

Quando você chegou naquela manhã chuvosa e olhou dentro de mim, percebi que eu não sabia o que era ter algo que te muda a alma, até você me mudar por completo.

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Ao som de: Colbie Caillat - Dreams Collide

sábado, 26 de março de 2011

Tão humano quanto eu.

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Não volta! Eu consegui encontrar a felicidade sem você. E pela primeira vez hoje acordei sem uma unica gotícula de lágrima em meu travesseiro. Não tive pesadelos a noite, e consegui sorrir ao te ver. Talvez me causaste tanto mal, que agora nada mais vindo de você me importa. Decidi eu quero seguir minha vida. Não me fale que não consigo sem você, porque eu consigo, eu apenas não queria. Talvez tenha acabado. Depois te tanto quer uma pessoa, amanheci hoje querendo ser feliz, sentindo falta de um sorriso, e tento a mais nítida certeza de que você não se importa. Só hoje me deixe ser feliz, e se amanhã eu tiver uma recaída terei meus amigos para me dar forças pra continuar. Chega! Estou farta de você, das suas inúteis palavras, de seu silêncio torturante, de seu jeito arrogante de me tratar. Eu acordei, e sou humana, de carne e osso, e mereço um amor que faça sorrir antes de dormir, me acorde com beijos, eu mereço um amor que me leve para passear, e cumpra as promessas que me faz. Eu só quero um amor tão humano quanto eu.

domingo, 20 de março de 2011

Do nosso amor a gente entende.

Era sábado a noite, eu e ele estávamos assistindo Encontro Explosivo, bem no meio de todo aquele tiroteio, onde tudo se transforma em guerra, bem nessa parte exótica ele me pega no colo e diz:
- Eu te amo sabia?
Ironicamente digo:
- Hum, bom saber - (pausa pra um riso) - já que eu também te amo. E muito!
No meio da guerra nosso amor sobrevive!

sexta-feira, 18 de março de 2011

(In)esperado.

Cada parte de você me enche de esperanças, e quando eu estava no fundo do poço foi o seu inesperado sorriso que me encheu de vida, sabe porque? Porque é o inesperado que muda nossas vidas.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Um presente pra você!

Ando de um lado pra outro, dentro de mim, as mãos abandonadas, pronta pra inventar uma tragédia russa, pronta pra criar um motivo que me acorde... horrível. Estou tão vaga, tinha vontade de fazer um embrulho de mim, com papel de seda, lacinho de fita, e mandá-lo pra você. Aceita?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Parte VI - Olhos de Ressaca

Para ler ao som de: Deserts Lands - Trading Yesterday

Maysa passou uma semana em casa, absolutamente sozinha e sem fazer nada. Tinha consulta marcada para sexta-feira, era o dia de tirar o gesso de seu braço e começar a fisioterapia. No fundo sentiu-se feliz por voltar ao hospital, havia uma pequena esperança de encontrar o homem do qual não sabia o nome.

(...)

Pedro teve uma longa semana no hospital, os segundos se tornavam horas. Não via a rua, nem sentia o cheiro de verde há uma semana. Não sonhava, nem pintava, não era nada enquanto estava internado. Tudo era muito doloroso, mas tentava seguir em frente. O processo de quimioterapia era sofrido, mas tinha que tolerar. Acreditava que ninguém podia fugir de seu destino, muito menos escrever outro, sendo assim havia de ter uma razão para tudo que lhe estava acontecendo. Qual? Ele ainda não sabia.

Finalmente, chega sexta-feira, e é dia de poder passar o fim de semana em casa. Seu pai, sempre muito amoroso vai buscá-lo, juntos passam pela recepção e param para conversar com o seu oncologista. É uma simples conversa, leviana, mas no meio desta Pedro entra em choque ao olhar uma garota que não era Capitu, mas possuía os olhos de ressaca. Aqueles cabelos cacheados o chamaram toda a atenção do mundo, aquela pele cor de jambo e o ar de menina o enfeitiçaram. Não conseguia tirar os olhos dela, seguia-a com o olhar até ela sumir do seu campo de visão. E aquela imagem sedutora, de uma menina com os olhos impecáveis de Capitu ficou em sua memória.

Tentou informações sobre ela, sentia necessidade de torna a vê-la. Ele era o poeta e ela se tornou a inspiração. Questionava como as coisas podem acontecer tão rapidamente, foi apenas vê-la e uma tamanha admiração florou por dentro de si. Parecia que a conhecia de algum lugar, não era tão normal essa sensação, algo o fez encontrá-la ali, ou quem sabe reencontrá-la. Ele acreditava em destino, Pedro era espírita.

Sem sucesso de reencontrá-la, desistiu (temporariamente) de vê-la novamente. Sentia dentro de si que voltariam a se encontrar. Rumando para casa não conseguiu tirar das suas lembranças os olhos daquela menina, que não era Capitu, mas possuía os olhos de ressaca.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Parte IV - Na saída

Já havia se passado uma semana quando Maysa acordou. Olhou ao redor sem entender nada, respirou um ar terrivelmente familiar e percebeu que não estava com suas vestimentas. Passando mais uma vez os olhos ao redor daquele cômodo, notara que estava em um familiar quarto de hospital.

-Ai... – Maysa grita quando tenta se mexer, afim de levantar da cama e ir embora. Sente dores no braço esquerdo e percebe como todo seu ombro até o antebraço está engessado e ela mal consegue mexer. Procura por sua mente uma maneira de lembrar o que havia acontecido com ela, mas parece que tudo foi apagado.

- Bom dia Srta. Cavazotto. – Uma mulher de branco se aproxima da cama, olha os aparelhos e examina Maysa. – Percebo que está muito melhor, se continuar assim poderá...

- O que aconteceu comigo? – Maysa interrompe afim de uma explicação.

- Você não se lembra? – Maysa indica com a cabeça que não – Você sofreu um acidente de carro há uma semana. Você sobreviveu por muita sorte, quebrou o braço e o máximo que vai precisar é de uma fisioterapia.

- Ok, posso ir embora quando? Eu odeio hospitais.

- Se progredir bem essa semana pode sair, mas terá que voltar todas as tardes a fim de fazer uma fisioterapia e recuperar o movimento do braço o mais rápido possível.

A enfermeira foi embora, deixando Maysa na solidão clara do seu quarto.

(...)

Dias se passaram e Maysa detestava mais aquele ambiente. Odiava hospitais. Era um local onde a tristeza predominava, as pessoas nunca riam, ou nunca falavam em felicidade.

No dia de sua alta, uma emoção passou pelo seu semblante, ver o sol e sair daquele lugar frio era tudo que estava a desejar. Só queria voltar pra sua casa, tomar um banho frio e ler um dos livros que sua mãe escreveu.

Seu pai não estava te esperando pra ir embora, muito provavelmente por causa do trabalho, ela teria que se arriscar a pegar um táxi.

Na saída do hospital não tinha ponto de táxi e quando avistou um homem saindo de um, saiu correndo pedindo para segurar o táxi. Quando estava pra entrar no carro e ir para sua casa, viu que quem estava a sair do veículo não era um homem tão velho assim. Estava pálido e tinha que andar em cadeiras de rodas. Tinha os olhos tristes e a boca estava muito seca. Teve ajuda de uma enfermeira para sentar na cadeira de rodas, tinha consigo soro e estava com Ipod e um livro no colo. Maysa estava segurando a porta do carro e quando ele levantou o olhar pra ver quem era que estava ali, deu um sorriso bobo, meia boca. Tímida, Maysa não tinha nem uma reação. Ficou mais vermelha ainda, depois que seus olhos se encontraram com os deles, e ficaram parados no meio do trânsito do Rio de Janeiro, sem se mover. E sem notar Maysa já estava dentro do táxi. E ela nem olhou pra trás.

(...)

Um final de semana em casa e mais uma longa semana no hospital. A vida de Pedro era essa desde que descobriu que tinha câncer.

Continua...